Era uma temporada qualquer, daquelas de um outono de muitos. O ano? Já nem sei mais se vale a pena lembrar dele. Porém, a sensação de liberdade que o fato, deste ano, representa: um grito de união com o etéreo, junto a uma passagem só de ida ao infinito.
Adolescência... Ah querida juventude...Que lembranças fortificantes tocam os sinos da minha noção de vida ideal? Numa dessas tardes de sexta feira nublada, com a companhia de um luke strike, meia garrafa de vinho e um cão vira-lata, fui nocauteado pela a idéia mais abusiva, dessa minha efêmera idade mediana. Digo efêmera, pois quando chego hoje, percebo o tempo incontável, vivido, amado, odiado, e por tudo, um eterno obrigado.
Desabafo aos amigos leitores a maior das minhas loucuras: 6 discos de vinil(London Calling, Animals, Led Zeppelin IV, Aqualung, Johnny winter captured live, Cath a fire) por um punhado de cédulas ridículas e uma vaga na carroceria de um caminhão, carregando algumas dúzias de maçã. Destino: um lugar onde os fracos não têm vez. Bem, quem disse que a vida é fácil para quem namora longe? Assim é para os 16 anos. Tudo em demasia; porres, paixões, rancores, etc...Tudo para essa faixa etária é uma fagulha do sentimento kamikaze. Eu sou louco? Sim, sou louco. Louco, doido, maluco porque amo a vida, o momento, e faço dele o meu maior aliado.
Colecionadores que me perdoem mas curtir era fundamental. Hoje me arrependo bruscamente. Não pelo fato de ontem e sim, pelos meus ídolos. Enfim, aquela sensação do destino, em uma dose de old parr 12 anos, só tenho em lembrança...
Chegando lá, após uma viagem ansiosa de 3 horas, olhando aquele céu que dizia - vai o mundo é seu, a natureza é sua; curtindo a minha infinita highway, ao lado do antigo companheiro dos eternos mochileiros: o walkman. Assim, o mundo era pequeno. O que me esperava? Cachoeiras, vinhos, um amor contagiante, poesia real, realidade visceral e, claro, meio bando de amigos que fariam kerouac se tornar beato. Fazer o que, não é? A vida é dura para quem não vive ...
2 dias de viagem ao país das maravilhas e Alice tinha que voltar pra casa. Beijos de despedida e a deixei com um gostinho de bis. Porém, outra amante veio comigo: a ressaca. Essa companheira fiel, jamais abandona seu eterno amor... Nunca deixou-me; pelo menos não naquele dia. Olhando para trás, eu tive uma sensação única que passou por mim e deixou o seu jeito na espinha: a saudade.
Na volta pensava - já sei o que me espera: um punhado de adultos falantes, moralidades inalcançáveis, meio mundo de provas e cobranças sem fim...
"Que sensação é essa, quando você está se afastando das pessoas e elas retrocedem na planície até você ver o espectro delas se dissolvendo?- é o vasto mundo nos engolindo, e é o adeus. Mas nos jogamos em frente, rumo à próxima aventura louca sob o céu"
Jack Kerouac , On the road
Adolescência... Ah querida juventude...Que lembranças fortificantes tocam os sinos da minha noção de vida ideal? Numa dessas tardes de sexta feira nublada, com a companhia de um luke strike, meia garrafa de vinho e um cão vira-lata, fui nocauteado pela a idéia mais abusiva, dessa minha efêmera idade mediana. Digo efêmera, pois quando chego hoje, percebo o tempo incontável, vivido, amado, odiado, e por tudo, um eterno obrigado.
Desabafo aos amigos leitores a maior das minhas loucuras: 6 discos de vinil(London Calling, Animals, Led Zeppelin IV, Aqualung, Johnny winter captured live, Cath a fire) por um punhado de cédulas ridículas e uma vaga na carroceria de um caminhão, carregando algumas dúzias de maçã. Destino: um lugar onde os fracos não têm vez. Bem, quem disse que a vida é fácil para quem namora longe? Assim é para os 16 anos. Tudo em demasia; porres, paixões, rancores, etc...Tudo para essa faixa etária é uma fagulha do sentimento kamikaze. Eu sou louco? Sim, sou louco. Louco, doido, maluco porque amo a vida, o momento, e faço dele o meu maior aliado.
Colecionadores que me perdoem mas curtir era fundamental. Hoje me arrependo bruscamente. Não pelo fato de ontem e sim, pelos meus ídolos. Enfim, aquela sensação do destino, em uma dose de old parr 12 anos, só tenho em lembrança...
Chegando lá, após uma viagem ansiosa de 3 horas, olhando aquele céu que dizia - vai o mundo é seu, a natureza é sua; curtindo a minha infinita highway, ao lado do antigo companheiro dos eternos mochileiros: o walkman. Assim, o mundo era pequeno. O que me esperava? Cachoeiras, vinhos, um amor contagiante, poesia real, realidade visceral e, claro, meio bando de amigos que fariam kerouac se tornar beato. Fazer o que, não é? A vida é dura para quem não vive ...
2 dias de viagem ao país das maravilhas e Alice tinha que voltar pra casa. Beijos de despedida e a deixei com um gostinho de bis. Porém, outra amante veio comigo: a ressaca. Essa companheira fiel, jamais abandona seu eterno amor... Nunca deixou-me; pelo menos não naquele dia. Olhando para trás, eu tive uma sensação única que passou por mim e deixou o seu jeito na espinha: a saudade.
Na volta pensava - já sei o que me espera: um punhado de adultos falantes, moralidades inalcançáveis, meio mundo de provas e cobranças sem fim...
"Que sensação é essa, quando você está se afastando das pessoas e elas retrocedem na planície até você ver o espectro delas se dissolvendo?- é o vasto mundo nos engolindo, e é o adeus. Mas nos jogamos em frente, rumo à próxima aventura louca sob o céu"
Jack Kerouac , On the road

4 comentários:
muitas das vezes, sinto a imensidão da sua criatividade
muito bom texto
parabéns
OOWww Léo..
Essa sua mudança de nome toda hora
acaba fazendo a gente se perder, mas te achamos novamente
beijos lindo
Ótimo texto léo, deu pra viajar junto com vc. Parabéns! Venho com tempo pra ler tudinho. Bjo
Nossa, realmente não sei o que comentar.
Ao som de Anna Luisa, juro que não sei o que dizer.
Adorei, mas adorei MESMO!
Obrigada por ter me encontrado e me proporcionado momentos de boa leitura como estes. :)
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