O pesar dos minutos que se esvaziam, na certeza de jamais suplicar aos atos antecedentes. Assim, em gritos amaldiçoei a vida: maldita vida! Vida maldita... Emprega cantos para que eu, "Ulisses", deseje mais e mais viver! Tú, ó desgraçada; obriga-me a querer expulsar os conceitos e dardejar o destino como se expurgassse o meu próprio "eu". Não! digo-te não! Essa prisão sem condenação; a dor que me causastes por ter, na alegria do momento, amaldiçoado o passado. Hoje, e talvez únicamente-palavra ingrata-, renego ouvir um "eu te amo". Estou longe... Preciso pedir desculpas ao "Lira dos Vinte anos". Somente ele sabe o quanto uma simbologia esvazia uma ação. Portanto, transfiguro o teor e o linear da conversa propositalmente. Tomo partido em rejeitar a crença na continuidade das palavras, se tal fato tiver valor aos tolos. É verdade... tomei essa liberdade, pois a de ser uma outra classificação de persona, infelizmente detestei esse prazer. Bem, é provável que ao deter injúrias em um mundo medíocre das pré-noções, eu perca a vontade de dizer "amo"...E sabes o motivo? Ódio? Injúria?Jamais...mas pelo fato de ter sido ferroado com a marca da saudade, vejo-me diante da alternativa mais próxima... Larga-me algema enrubescida; suas idas e vindas só me atingem. Falo aos peixes, pois os homens não entendem mais o amor. Usam o significante separado da ação, como se pudesse o sentimento ser algo tão vazio, tão bobo... Eu te amo. Eu te amo...eu te amo: tão fácil de ser dito, tão difícil de ser vivenciado...
Não venho aqui fazer apologia ao amor concreto, nem tão pouco gritar ao mundo: ame! O amor falado torna-se vago, destarte "eu te amo" por falar: moda global; amar nesses termos: situação banal.
Se pensas perceber no meu "autismo", uma justifcativa para o amor, enganou-se. Não remeto o amor a palavras de ausência ou dor; só os poetas fajutos perdem tempo com isso. Falo da presença, tendo a consciência da ausência; assim fez Álvares de Azevedo.
Esqueça o motivo de inexistir, pense no valor de possuir.
Não venho aqui fazer apologia ao amor concreto, nem tão pouco gritar ao mundo: ame! O amor falado torna-se vago, destarte "eu te amo" por falar: moda global; amar nesses termos: situação banal.
Se pensas perceber no meu "autismo", uma justifcativa para o amor, enganou-se. Não remeto o amor a palavras de ausência ou dor; só os poetas fajutos perdem tempo com isso. Falo da presença, tendo a consciência da ausência; assim fez Álvares de Azevedo.
Esqueça o motivo de inexistir, pense no valor de possuir.

Um comentário:
um texto como poucos
bjos
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